4 de fevereiro de 2012

O CULTO AO TRAUMA DE EXISTIR




A Psicologia enfraqueceu a alma humana com o seu culto profissional ao trauma como um poder devastador a ser “tratado”, “trabalhado”, “classificado”; e [ou] devidamente “medicado” e “processado”.

Já a Urbana/Modernidade — com seus recursos médico/hospitalares, ou mesmo com os meios científicos de prolongamento da existência — sendo isto também vinculado a uma grande expectativa redentiva e salvadora que se atribui à ciência médica —, desenvolveu uma expectativa falsa sobre a vida; de um lado hipertrofiando o significado traumático das perdas como traumas, e, de outro lado, pela mesma razão, fragilizando de modo horroroso a alma humana para tais enfrentamentos naturais; os quais, mais cedo ou mais tarde, sejam inevitáveis.


A constatação que daí decorre implica também na observação do enfraquecimento da alma humana; cada dia mais despreparada para lidar com os fatos da existência sem transformá-los em “trauma devastador”.


Viver, cada vez mais, implica em existir em crise de tudo e com trauma de quase tudo!
Isto porque, além do culto ao trauma [legado da Psicologia], existe-se também em estado de negação da natureza das coisas [...]; bem como, do mesmo modo, vive-se em estado de imersão na existência sem nenhuma graça de transcendência, o que faz com que a morte e os demais fatos simples da vida, sejam tratados o tempo todo como crises traumáticas hipertrofiadas.

Ora, a gente vê pessoas sendo tratadas psicologicamente quanto à morte ou o sumiço de cães domésticos, de pets familiares, e de quase tudo que, estado vivo, possa morrer ou desaparecer. Tamanha é a banalidade de tal estado de fragilidade!

No filme “O Auto da Compadecida” [O Auto da Compadecida (filme) – Wikipédia, a enciclopédia livre ] um dos personagens repete constantemente a mesma frase a fim de explicar o inusitado da existência; frase essa que, de fato, deveria ser parte não do nosso simplismo, mas da simplicidade do nosso existir.

A declaração é esta:
Ah! Eu não sei como é que foi... Eu só sei que foi assim!

Ora, viver em Deus demanda esta declaração como fato simples da fé confiante. Afinal, o que passar disso é loucura; posto que de fato eu não saiba como as coisas são, e, na maioria das vezes nem mesmo o seu por quê [...]; embora, pela fé, com tranquilidade, eu saiba que elas foram como foram; e, por-tanto, pronto; e, por-tanto, basta!...


2 comentários:

  1. Bom Dia Querida.
    Respondendo sua pergunta..
    Eu encontrei seu blog no blog de amigos que temos em comum.
    Vi seu nome Jussara fiquei muito emocionada mesmo sabendo se tratar de outra Jussara.
    Tem uma pessoa que se chama Jussara que tem blog e tenho por ela profundo carinho e muito amor.
    Creia amiga de
    repente ela abandou seus blogs e nunca mais deu noticias.
    Li a postagem do seu blog e gostei muito querida
    foi esse o motivo que entrei seguindo seu blog.
    E espero de coração sermos boas amigas no que depender de mim já sou sua amiga.
    Uma linda semana beijos de paz e luz.
    Evanir..

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  2. Olá, sou um autor; estive por aqui lhe visitando e, digo-lhe de passagem, gostei muito do blog, tanto que já sou seu seguidor. Dê-me a honra e visitei o meu! Quem sabe, minhas obras lhe agradem!
    Um abraço,
    J.R.Viviani
    http://vendedordeilusao.blogspot.com

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Olá! Obrigada pela visita!