7 de janeiro de 2012

TROCANDO DE ROUPA


Vivo em constantes mudanças, por isso troco sempre a roupa do meu blog. É uma espécie de ritual que transparece meu interior!
Durante anos fui massacrada por argumentos religiosos que pregavam a perfeição a qualquer preço! Tão difícil é ser perfeita! O mundo? O mundo é uma grande boca que tenta te engolir! A religião adocica sua alma para que você seja submisso a tudo, enquanto o mundo salga sua mente com pratos que não sabemos comer! Resultado: diabetes e pressão alta! Um quadro clínico nada saudável! Pode levar a morte...
Não se assuste por favor! Mas nos últimos dias tenho assumido que sou mau caráter, o que é que tem?! Sem falsidades quero assumir o quanto posso ser má, ruim, vingativa. Há prazer no mal! Mas também o quanto posso ser boa, desejar o bem. Não quero ser conhecida como a boazinha, a sensata. Se a minha sanidade permitir, quero ser conhecida apenas por ser uma boa companhia, alguém que fala e ouve sobre a vida. Bom? Quem é bom?!
Troco sempre de roupa, como diz o poeta " Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares..."
Na troca de roupa, precisa haver lugar para a percepção da nudez, se não trocamos de roupa tão depressa sem nos percebermos...aí, é apenas troca de panos, não de alma!
Seja bem vindo aqui em 2012! Não se assuste com minhas extravagâncias!
Beijo grande!

Um comentário:

  1. É isso aí Ju, cheguei a uma conclusão semelhante e escrevi um texto depois de conversar com uma outra amiga. Gianetti diz algo parecido com isso: inventamos a honestidade no auge de nossa desonestidade.

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