20 de novembro de 2010

FEIRANTE



"Arruma a cangalha na cacunda
que a rapadura é doce mas não é mole não!"
"Arruma a cangalha na cacunda
que a rapadura é doce mas não é mole não!"

"Genipapo no balaio pesa",
Anda, aperta o passo pra chegar ligeiro
"Farinha boa se molhar não presta"
Olha lá na curva a chuva no lagedo!

Quem foi que te disse que a vida é um mar de rosas?
Quem foi que te disse que a vida é um mar de rosas?
"Rosas tem espinho e pedras no caminho!"
Daqui até a cidade é pra mais de tantas léguas
"Firma o passo, segue em frente
que essa luta não tem trégua"
"Fica na beira da estrada quem o fardo não carrega"
"A granel felicidade não custeia um lavrador!"

"Vamos embora que a jornada é muito longa
e não há mais tempo de chorar por mais
niguém"!
Lá na feira, a gente compra,
a gente vende
a gente pede e até barganha aquilo
que comprou!

E te prometo que depois,
no fim de tudo,
Na Quitanda da Esperança
eu te compro
um sonho de açúcar mascavo embrulhado num papel
de seda azul, pra te consolar, ai,
pra te consolar, ai,
pra te consolar, ai,
pra te consolar, ai, pra te consolar!

Letra e música: Marcília Menezes
Voz e Violão: João Alexandre

*O compositor juntou todos os conselhos que ouviu
de sua avó feirante e decidiu, em forma de poesia, perpetuá-los
numa melodia rica de harmonia simples!
Quem sabe, a coroa da vida seja um "sonho de açúcar mascavo
embrulhado num papel de seda azul" e o Céu seja a "Quintanda da
esperança", onde um dia nos encontraremos, ao final do "passo firme" da
caminhada cristã que "segue em frente"!

Retirado do Cd " É Proíbido Pensar" de João Alexandre.

Vale a pena ouvir essa doce melodia!
Beijos!

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