6 de outubro de 2010

Tudo
















Tudo é tão pouco, pouquíssimo

que cabe na concha da mão.

Tudo é tão leve, levíssimo

que revoa no instante impreciso.

Tudo é tão raro, raríssimo

que encanta o mais duro coração.

Tudo é tão frágil, fragilíssimo,

que se guarda em pura devoção.



Ricardo Gondim
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