25 de janeiro de 2010

" MOÇO, ME AJUDA A ATRAVESSAR A RUA?"

Meu esposo estava me contando que esses dias estava aguardando para        atravessar a rua quando sentiu que uma  senhora ( velhinha) iria se aproximar dele, ele disse que nem olhou para a senhora, mas imediatamente tratou de atravessar a rua, pois imaginou que ela fosse pedir-lhe dinheiro e como não estava "disposto" a ouvir o que ela iria lhe falar, tratou de escapar logo daquela situação. Quando chegou do outro lado da rua, mais "tranquilo", aí que foi olhar para a senhora, percebeu então que ela estava com uma bengala improvisada (que na verdade era um cabo de vassoura ) e que estava com dificuldades de locomoção, além de uma aparência bem humilde! Neste momento ao me contar, vi que seus olhos se encheram d´agua! Disse que imediatamente atravessou  a rua voltando para o lado que estava inicialmente e perguntou a senhora se ela queria lhe dizer algo, a senhora respondeu que só queria uma ajudinha para atravessar a rua! Foi o que ele fez! Ele disse:"Jú, me senti muito mal naquele momento! Como somos pobres!"
Não quero dizer com isso que não existam pessoas incovenientes, que usam suas doenças e mazelas para importunarem outros com o objetivo de se darem bem sem nenhum esforço. Não quero fazer pregações de pessoas perfeitinhas, que não xingam, não erram, não desejam mal, não! Mas quero falar da insensibilidade que nos atinge não em um momento ou fase, mas que se torna uma constante em nossa vida, pois já faz parte do nosso jeito de ser e viver! Conheço pessoas as quais eu nunca pediria nada, tamanha insesibilidade, mas também conheço pessoas dispostas, que muito já me ajudaram e sei que continuarão a ajudar, dessa segunda forma, não posso ser diferente!" Pois tive fome, e me deste de comer, tive sede e me deste de beber...era forasteiro e me hospedastes. Então perguntarão os justos: Senhor quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos?...ao que lhes responderá o Rei: em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos , a mim o fizeste!" Mt.25:35-40
Enquanto digitava este texto, pedi meu esposo para ler, e enquanto lia, eu brinquei dizendo " vai que a velhinha era Jesus disfarçado!" Não me levem a mal com a brincadeira, mas esse humor na verdade também é o medo de muita gente, que faz o bem com medo do  julgamentos ( medo do "Grande dia") e não pela intensidade da alma, porque reconheço no outro quem eu sou, quem Deus é!
Olhemos pois ao nosso redor! Não atravessemos as ruas fugindo de nós mesmos, pois Ele disse para amarmos ao próximo como a nós mesmos, e se isso não acontece é porque ainda quem de fato somos ficou do outro lado da rua!
Beijo grande, abraço forte!

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