22 de outubro de 2009

O Efeito José Mayer

O Efeito José Mayer
Por que as mulheres gostam tanto de homens
grisalhos?
Ivan Martins
IVAN MARTINS É editor-executivo de ÉPOCA.
Ontem eu abri o jornal e dei de cara com José Mayer, o galã grisalho da Globo, tentando explicar por que faz tanto sucesso com as mulheres. “É preciso exalar masculinidade”, ele disse.
A não ser que Mayer esteja falando de feromônios, não sei o que ele quer dizer com essa frase – e suspeito que ele mesmo não saiba.
Masculinidade é uma daquelas palavras – como feminilidade – que têm um significado diferente para cada pessoa que escuta. Ela não explica quase nada. De qualquer forma, acho pertinente discutir o encanto dos homens maduros: ele existe, é antigo e mesmo em uma época de grandes transformações comportamentais não dá sinal de arrefecer.
Mayer vai fazer 60 anos e ainda provoca gritinhos nas platéias femininas. Alguém se lembra de uma atriz nascida em 1949 que cause a mesma reação?
E há vários outros homens nessa situação. Pode-se lembrar de George Clooney, outro grisalho com fã clube universal. Que tal Richard Gere, cujos cabelos brancos foram até recentemente objeto de desejo das mulheres? Ou então Brad Pitt, que, mocinho, não fazia tanto sucesso entre as mulheres quanto faz agora, quarentão?
Alguém há de argumentar que todos esses são homens especialmente bonitos. Eu discordo. Acho, aliás, o conceito de “homem bonito” muito vago para ser usado de maneira objetiva. Mulher bonita todo mundo sabe o que é (sobretudo as próprias mulheres). Homem bonito é quase uma questão de gosto. Cada mulher acha um tipo bonito, inclusive os feios. Dias atrás eu fui parar por acidente no aniversário da Leandra Leal, aquela jovem atriz que fez O Homem que Copiava e, recentemente, Decamerão.
Claro, o lugar estava repleto de mulheres bonitas, boa parte delas atrizes. Mesmo assim, a cada nova beldade que entrava, o bar era percorrido por uma onda de eletricidade. Todo mundo olhava, admirava, invejava ou desejava. Inclusive as mulheres.
Aí entrou Cauã Reymond, o jovem ator da Globo que ocupa o posto de bonitão número um da TV. Comentou-se a entrada dele rapidamente (Cadê a Grazi? Não veio?? Que pena...) e logo o rapaz foi deixado em paz. Conclusão: o interesse pelos homens bonitos não dura cinco minutos.
É por isso que não existe equivalente masculino de Marilyn Monroe ou Gracie Kelly. A beleza feminina é uma forma de arte universal e duradoura. A beleza masculina, por comparação, é quase uma curiosidade. Se não vier acompanhada de charme e personalidade (ou poder), vale socialmente muito pouco.
Como se explica, então, a atração dos homens maduros?
Isso deveria ser mais bem explicado pelas mulheres, mas vou dar minha limitada opinião sobre o assunto: eu acho que as mulheres são mais sutis do que os homens.
A beleza das mulheres jovens, como disse uma vez o Gilberto Gil, é uma coisa óbvia. A maciez e a firmeza de um corpo de 20 anos, assim com o frescor do seu espírito, são um assalto aos sentidos masculinos.
O que as mulheres sentem por homens como Mayer, suponho, pertence a outra esfera de percepção.
Elas têm de olhar para além do corpo e perceber, nos gestos, nos olhares e nas palavras, atributos que as fotografias e as mãos não capturam.
E as mulheres fazem isso: buscam sinais que vão além da harmonia do rosto e da medida da cintura. Procuram outras formas de arrebatamento.
Conclua a leitura clicando no link abaixo:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI94514-15230,00-O+EFEITO+JOSE+MAYER.html

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