23 de setembro de 2009

Gerações de Pais Decididos

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nosso genitores. E como o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreendivos, mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história. O grave é que estams lidando com crianças mais “espertas”, ousadas, agressivas e poderosas do que nunca.
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo a outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedecem a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os úlimos que tiveram medo dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitaram os pais e os primeiros que aceitam que os filhos lhes faltem com respeito.
À medida que a permissividade substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam as suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais. Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e nosso filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, e, ainda que pouco, os respeitem. E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, o patrocinem no que necessitarem para tal fim.
Quer dizer, os papéis se inverteram, e agora são os pais que têm de agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isso explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “tudo dar” aos filhos. Dizem que os extremos se atraem.
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo e seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles.
Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, a permissividade sufoca. Apenas uma atitude firme e respeitosa lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos, à frente, liderando-os e não, atrás, carregando-os rendidos à sua vontade.
É assim que evitaremos o afogamento das novas gerações no descontrole e tédio nos quais está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino. Os limites abrigam o indivíduo, com amor ilimitado e profundo respeito.

Carlos Antônio L. Alencar – Texto Adaptado

2 comentários:

  1. Oi Jussara!
    Passei por aqui para visitar seu blog (se não for abuso claro rs rs rs), pois li esse texto no blog da Fernanda Lima. Fico feliz em te conhecer. O texto é muito abençoador e forte!
    Que Deus abençõe sua vida e de sua família!

    Que Deus nos capacite para sermos o que Ele sempre quer, amém!

    Bjs,

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  2. Se não houver problemas, estarei seguindo seu blog, ok!

    Bjs,
    Fique na Paz de Cristo.

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