30 de setembro de 2009

Peguei meu cachorro na rua...

Peguei meu cachorro na rua. Colocamos o nome dele de Dimy ( é Dimy de " di menor" rsrs). O incrível é que mesmo na rua nós já cuidávamos dele, mas ele nunca quis ficar aqui em casa, era muito desconfiado, comia e ia embora. Chegou o inverno e com pena o pegamos da rua. choveu três semanas direto, por causa da chuva ele resolveu ficar...e está até hoje! No início ele era todo desconfiado, quando eu pegava na vassoura ele saía correndo achando que fosse para bater nele, não brincava e não esboçava nenhum gesto de alegria. Levamos para vacinar, cuidamos de uma otite forte, compramos sabonete de cachorro...Hoje o Dimy é um outro cachorrinho, alegre! Quando um de nós chega em casa, principalmente o marido, o tapete chega a sair do lugar de tanto que ele pula ( de alegria)! Posso pegar a vassoura, passar por cima dele, que ele não pensa mais que podemos fazer maldades com ele. Isso se chama AMOR E CONFIANÇA!!! Ele gosta mais do marido, faz mais festa para o marido, porque no início, como não era acostumada com bichos em casa, eu fiquei meio desconfiada, ainda mais por ser cachorro de rua, mas o marido era quem dava banho, fazia carinho...e eu só ficava de longe olhando, depois que eu me envolvi me apaixonei...mas a GRATIDÃO dele é maior com o Marco! Hoje, quando saímos com ele na rua, os vizinhos falam que ele está metido, que está bonito, que nem parece aquele cachorro que vivia na rua!
Com todo respeito (rsrsr), essa história não se parece um pouco com uma outra história que conhecemos? Um abraço!

25 de setembro de 2009

Situações tristes aproximam pessoas

Você poderá ver ao lado uma foto de meu pai aos 82 anos com suas três filhas. Esta foto foi tirada há um mês e meio quando soube que meu pai não estava muito bem de saúde. Preocupadas, eu e minha irmã arrumamos tudo depressa e partimos para São Fidélis, lugar também conhecido como cidade "Poema". Naquele dia, nenhum poema alegrou meu coração, pois a ansiedade de saber como meu pai estava era intensa, tirando de mim qualquer espírito poético. Lá, reencontraríamos meu pai e minha irmã caçula depois de um bom tempo sem nos vermos. Meu coração se confortou em saber que a situação de meu pai é preocupante, mas menos fantasmática do que imaginava! O bom disso tudo foi que revi meu pai e minha irmã caçula juntamente com minha irmã mais velha e tiramos essa foto. Olhando justamente para essa foto me pergunto por que às vezes nos envolvemos com outras coisas e não nos aproximamos de quem amamos? Por que somente quando surge uma situação de desespero é que nos remetemos impetuosamente para aquilo que já deveríamos ter feito há muito tempo? O conforto gera descanso, o atrito locomoção. Nossas melhores obras são realizadas em meio a momentos intensos, em meio a tempestades damos o nosso melhor, reconhecemos o amor, a solicitude, a prontidão, a substituíção...

23 de setembro de 2009

Menina criada pelo pai

Fui criada pelo meu pai. Meu pai é do tipo carinhoso. Quando criança penteiava meus cabelos, ajudava a escolher meus vestidos, comprava minhas pulseiras...lembro que meu pai sempre me carregava no colo quando dizia que estava cansada, quando dormia adorava que colocasse as mãos em baixo da minha cabeça e ele fazia isso até que eu pegasse no sono. Várias vezes acordei de madrugada ouvindo a voz do meu pai pela casa, me levantava e seguia a voz que vinha do banheiro, lá encontrava meu pai ajoelhado fazendo suas petições a Deus, e nessa lista sempre tinha o nome da Jussara. Era tão gostoso ouvir meu pai falando de mim pra Deus...tudo isso marcou minha infância de forma intensa e fez com que eu fosse o que sou hoje! Hoje meu pai aos 82 anos se encontra enfermo, tudo se complica por causa da idade. Hoje, sou eu quem fala dele para Deus, peço a Deus que o guarde de dor e que dê mais anos de vida a ele. Embora meu coração fique apertado por saber de toda fragilidade da vida, em especial da vida de meu pai, eu agradeço a Deus por esta linda história.

Gerações de Pais Decididos

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nosso genitores. E como o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreendivos, mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história. O grave é que estams lidando com crianças mais “espertas”, ousadas, agressivas e poderosas do que nunca.
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo a outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedecem a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os úlimos que tiveram medo dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitaram os pais e os primeiros que aceitam que os filhos lhes faltem com respeito.
À medida que a permissividade substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam as suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais. Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e nosso filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, e, ainda que pouco, os respeitem. E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, o patrocinem no que necessitarem para tal fim.
Quer dizer, os papéis se inverteram, e agora são os pais que têm de agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isso explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “tudo dar” aos filhos. Dizem que os extremos se atraem.
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo e seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles.
Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, a permissividade sufoca. Apenas uma atitude firme e respeitosa lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos, à frente, liderando-os e não, atrás, carregando-os rendidos à sua vontade.
É assim que evitaremos o afogamento das novas gerações no descontrole e tédio nos quais está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino. Os limites abrigam o indivíduo, com amor ilimitado e profundo respeito.

Carlos Antônio L. Alencar – Texto Adaptado

22 de setembro de 2009

Qual é mais fácil: falar de sexo ou dinheiro?

Estou lendo um livro chamado "Terapia da Riqueza" de Deborah L. Price. Nele a autora fala sobre nossa relação com o dinheiro e as ligações que estabelecemos por causa dele. Isso envolve nossa segurança, nossas amizades, nosso casamento e até mesmo(principalmente) quem somos! A autora diz que muitos terapeutas concordam que as pessoas acham mais fácil revelar suas confidências sexuais, por exemplo, do que falar sobre questões de dinheiro. O dinheiro pode ser um símbolo de amor nas famílias, bem como um símbolo de violência, também pode ser usado como uma arma nos relacionamento, manipulando conflitos de sexo, amor ou poder. O dinheiro passou até mesmo a definir quantos filhos teremos e quando teremos. Alguns chamam isso de planejamento familiar, também é, mas a maioria das pessoas que tem apenas um filho ou ainda não os tem, argumenta que se tivessem uma "situação melhor" já teriam tido filhos ou teriam mais de um, pelo menos dois! Deborah termina a idéia falando que ter um relacionamento harmonioso com as próprias finanças é parte da conexão mente/corpo/espírito para viver saudável e equilibradamente, e o princípio da prosperidade é uma atitude de respeito à vida! Então? Já decidiu de qual assunto é mais fácil falar?