24 de julho de 2013

BLÁ, BLÁ, BLÁ!





Hoje, mesmo com esse frio, tive que sair! Adoro observar as pessoas! No metrô estavam duas senhoras que conversam espontaneamente, como eu adoro as experiências das pessoas mais velhas, fiquei a prestar atenção...que conversa gostosa! Dentre várias coisas das quais falavam, disseram uma frase que dizia " atrás de todo caixão, não existe caminhão de mudança" isso quer dizer, que pra terra, lugar onde todos vão, não podemos levar NADA! adorei!!!
Depois entraram jovens da JMJ...também adoro esse movimento cheio de energia e motivação, sinceramente me emociono! Eles conversavam sobre construções antigas e expressavam  ideias bem interessantes! Achei legal, pois isso mostra que fé não está desassociada de uma cuca bacana e antenada! Fui para a vara da Infância e Juventude e na volta, novamente de metrô, não vi mais nada de interessante! rs


23 de julho de 2013






O tema ADOÇÃO tem enchido meu coração...somos filhos adotivos de DEUS   "E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo (Efésios 1:5) e filhos adotivos de nossas famílias,  visto que há tantos filhos perdidos dentro de seus próprios lares!


Por Guilherme Lima Moura
A estupidez é supra-religiosa. É dessas pragas que vencem até mesmo as segregadoras fronteiras impostas pelas mal conduzidas convicções de fé.

Perdoe-me o leitor pela dureza da palavra. Não me refiro às religiões em si. Longe disso. Toda religião que é capaz de orientar homens e mulheres de boa vontade a serem pessoas melhores é uma bênção do Alto e faz jus à etimologia da palavra religare porque reaproxima a criatura do Criador, tornando-os não um, mas uno. Tem sido assim para muitos.

Refiro-me à leitura infeliz que pseudo-religiosos de todas as crenças fazem dos ensinamentos abençoados que aparentam seguir. Não obstante a diversidade dos credos, o que os une numa só igreja é o preconceito e a malícia. Uma verdadeira legião de falsos profetas. Mas observe o leitor que não faço menção tão somente aos modernos vendilhões do templo, aos célebres fariseus televisivos a frente de seus impérios comerciais da prosperidade ilusória deste mundo. A estupidez é praga que age à surdina, por todo canto. Dentre tantas que são, falo aqui em particular da profunda ignorância com que esses religiosos de araque tratam o tema da filiação adotiva.

São sacerdotes e seguidores de variadas designações do cristianismo, que desestimulam seus fiéis a realizarem amorosamente a sua paternidade e maternidade através da adoção. Alegam que Deus realizará o milagre da gestação, como se já não fosse suficientemente divino o profundo amor que une pais e filhos adotivos. Esquecem-se de que, embora a gestação possa, sim, ser buscada, o próprio Jesus foi filho adotivo de José, que o paternou a despeito da ausência de laços biológicos. Desconsideram igualmente o fato de que nosso verdadeiro encontro com Deus consiste, fundamentalmente, em assumirmos nossa filiação divina, num (re)encontro que é pura adoção porque é puro amor. Amor divino.

São falsos espíritas que se arvoram a censurar pretendentes à adoção, supondo equivocadamente que a situação em que se encontra o pretendente a filho não deve sofrer interferências, em função de necessidades reencarnatórias sobre as quais eles nada sabem. Ignoram que a doutrina que aparentam conhecer incentiva seus adeptos a amarem incondicionalmente, atendendo à recomendação do Cristo de não julgar. Fazem uma tradução equivocada e conveniente daqueles ensinamentos, alijando deles a profunda proposta de amor, segundo a qual os verdadeiros laços de família são os laços espirituais, ou seja, os laços de amor e de afinidade.

Confrades desses e de todos os credos: gestação faz surgir criança; amor faz surgir filho. Numa palavra: a verdadeira filiação, só existindo no amor, é necessariamente adotiva.

Sobretudo os que têm na Terra a missão de conduzir igrejas de todos os tipos: não recubram os vossos preconceitos com a grandiosidade dos ensinamentos que ostentam, de modo a disfarçá-los com uma falsa autoridade divina. Tampouco confundam o tornar-se pai e mãe com ação caritativa junto a órfãos necessitados. Adoção não é uma forma de ajudar ou de salvar crianças. É caminho único para a construção da verdadeira família porque, sem atitude adotiva, não pode haver pais e filhos de verdade.

Que sua palavra seja, para vossos companheiros de fé, um permanente convite a que se transformem em pais e mães de verdade dos meninos e meninas que geraram e que, em tantos casos, foram tristemente relegados à condição de órfãos de “pais” vivos. Que seu verbo seja bálsamo reconfortante num mundo ainda tão marcado pelo desamor.

Confrades desses e de todos os credos: adotar é fazer nascerem pais e filhos. Adotar é abençoar destinos.

Retirado http://ne10.uol.com.br/coluna/atitude-adotiva/noticia/2013/07/11/filho-nosso-430383.php

31 de maio de 2013

PROPRIEDADE FAMILIAR
 
  
 

Acho que estou de volta!!! Não muito pra colocar meus pensamentos pra fora, mas muito pra colocar aqui, os pensamentos que ultimamente coloco pra dentro! Beijos!
 
Por Guilherme Lima Moura

Lembra daquele trio de Vamos, filho?! Pois é. Dia desses, nos encontramos novamente. Não posso dizer que somos amigos, mas nos esbarramos de vez em quando e nos falamos amigavelmente. Dessa feita, estávamos várias famílias curtindo um dia de lazer em um clube de campo muito agradável. Quando fui à beira da piscina observar meus filhos que brincavam em meio a uma multidão de crianças, parou ao meu lado aquele rapaz. “É muita criança, né?”, comentou sem tirar os olhos da meninada e, ante à minha afirmativa, acrescentou: “eu estou é querendo achar o meu!”.

Olhei para ele e sorri naquele momento que, embora não tenha durado mais que um ou dois segundos, tocou-me profundamente. Sem tirar os olhos da piscina, ao grito de “Pai!” ele partiu em direção ao aceno que se destacava, dentre as crianças divertidamente aglomeradas n’água. Foi ao encontro daquele que, tendo tornado-se órfão ainda bebê, havia encontrado, no jovem noivo de sua mãe, o pai.

Não pude evitar aquela mesma emoção do episódio anterior. Mais uma vez no gesto simples que normalmente passaria despercebido por sua trivialidade, revelava-se a beleza da naturalidade com a qual se realizam pai e filho.

Enquanto a cena seguia seu curso ante à minha silenciosa presença, lembrei-me imediatamente de uma outra, vista na TV, em que uma jovem senhora falava sobre suas dificuldades para engravidar. À certa altura, afirmava ela: “Eu pensei em adotar, mas eu queria ter meu próprio filho”, numa referência à sua frustração pela impossibilidade de uma gestação.

Naquele breve instante, fiquei pensando sobre a propriedade da filiação. Sobre o que estamos dizendo quando chamamos nossos filhos de “nossos”. Será apropriado ter um filho ou ter um filho consiste em uma apropriação? Serão nossos filhos, afinal, propriedades nossas? Seria a gravidez um tipo de “sonho do filho próprio”? O que faz um filho ser de alguém?

Puxei pela memória alguns significados da palavra “propriedade”: bem, domínio, característica, atributo, qualidade. Achei estranho porque todos eles evocam um objeto sob posse ou um predicado daquele que possui. Como pode a relação de filiação ser entendida desta forma?

Foi quando recordei de tantos filhos que abandonam os pais e de tantos pais que abandonam os filhos. Não me refiro aos casos espetaculares que surgem de vez em quando na grande mídia. Vieram-me à mente os chamados “infortúnios ocultos”, alguns dos quais ao alcance de minhas mãos. Tão perto, tão ao redor, por tanto canto.

Lembrei-me de um significado de “próprio”: adequado. O próprio é o adequado, o que se encaixa, o que se acomoda. “O côncavo e o convexo”. E adequado significa, por sua vez, natural. Incrível! O adequado é o natural. No jogo dos significados, dei-me conta de que duas pessoas são próprias uma da outra quando se modelam de tal maneira que, pelo ajuste que fazem em si mesmas, formam uma com a outra uma unidade, sem que com isso haja proprietário ou propriedade.

A modelagem que fazemos em nós mesmos é a atitude adotiva; o encaixe e a unidade dela decorrente são a filiação. A respeito disso nada podem oferecer os laços sanguíneos.

Então, é só na atitude adotiva, ou seja, na construção de uma relação amorosa, que pais e filhos tornam-se − não propriedades −, mas próprios uns dos outros. Eu e meus filhos somos uns dos outros porque nos encaixamos afetivamente; porque nos acoplamos de uma forma tão intensa e única que até hoje não entendo como cheguei aos trinta e pouco sem a presença deles.

A propriedade de pais e filhos é o afeto. É pela adoção que tenho meus próprios filhos.

No burburinho inconfundível da brincadeira de criança, passeei meus olhos até encontrar meus filhos que se divertiam a valer. Bem próximo, o jovem pai brincava com o seu menino. Olhos marejados, felicitei-me pela propriedade das belíssimas famílias que a adoção nos contemplou. E você? Já realizou o seu sonho do filho próprio?!

Endereço da fonte:
http://ne10.uol.com.br/coluna/atitude-adotiva/noticia/2012/12/28/propriedade-familiar-389761.php